Não devo negar que sou meio assim mesmo, um tanto quanto infantil, que prefere se afogar em livros de princesas com seus finais felizes a ter que ler mais uma dessas revistas sensacionalistas só para estar a par do que se passa na atualidade. Prefiro me perder no imaginário do quer ter que encarar essas avenidas que me deixam tonta e com diversas vertigens. Essa coisa de ter que sempre vestir uma armadura de “eu estou pronta para a vida real” não combina muito comigo, ainda mais sendo que meus traços todos são de uma fragilidade comparada o cristal. Eu sei pode ser um defeito essa minha maneira de ver a vida, mais eu tenho medo, sinto medo de um dia perder a essência, de fechar os olhos para sempre sem ter sido o melhor que pude ser, tenho medo de ser o meu melhor. Por tantos medos de perder algo acabei me perdendo, me perdi no labirinto dos seus olhos quando eu queria fugir, me perdi em mais uma esquina desta cidade quando quis me achar, e hoje só me encontro em palavras mal interpretadas. Sigo me perdendo um pouco a cada badalar do relógio onde não consigo responder minhas indagações, perguntas simples como, oque vou fazer hoje após levantar da cama¿ E sendo assim sigo perdendo tempo, esse que daqui alguns anos vão servir de nostalgia por não terem sido nada. Então vamos rever, vou me rever mesmo não querendo deixar de me ser. É pequena chegou a hora de deixar os vestidos de fuxico feitos pela avó e substitui-lo por um sutil cetim, despendure as sapatilhas e coloque aquele salto agulha, desfaça a pele virgem com algumas pinturas nesses olhos que andam tão inchados e repletos de olheira, sei bem que as noites não te andam comtemplando com um belo sono há tempos. É pequena acho que agora o jeito é deixar seu mundo dos sonhos apenas para seus dias de solidão, onde você quer dar um belo soco em cada cidadão vazio dessa cidade mais vazia ainda, quem sabe um dia você não consiga pinta-las de sentimentos verdadeiros, até lá se veja no meio delas mais não se misture, mantenha seu jeito único de ser. A vida vai te cobrar, te agredir, te rejeitar, mais me prometa que nunca ira perder o brilho infantil existente em teus olhos… Não tem problema se você desmoronar às vezes e pensar que nada irá dar certo, não tem problema se a armadura dissolver e você se ver apenas como um cometa de dramaturgia e fragilidade que caiu sobre a terra, apenas não se esqueça de se reerguer, ser forte e colocar a mascara de felicidade. Quem sabe um dia após tanto encenar você finalmente não seja tão feliz quanto às princesas dos seus contos de fadas, quem sabe um dia você não seja uma delas, mais até lá tente viver, apenas sobreviva aos seus próprios ataques de neurose até que você seja forte e possa se salvar. Aqui quem fala pequena é sua voz interior, e pequena você sou eu que por vezes é você então viva, por mim, por você.

- Andressa (petalas-de-outrora)

Abri meu baú de coisas guardadas e lá estavam várias epístolas que eu gostaria de ter entregado para ti, muitas melosas e clichês, mas dizem o que sentia, na verdade, o que sinto. Se tu tiveres ao menos um tempo de lê-las agradeceria muito, pois elas são importantes para mim, são partes da minha história, partes do meu coração em pedaços que me parece mais um quebra-cabeça onde a única pessoa que poderia completá-lo não se importa com ele, e essa única pessoa era vós. Meu bem que já não és meu. Será que o embrulho e mando como um presente? Não, para ser um presente é necessário ser uma boa coisa, já meu coração é algo que ninguém gostaria de receber. Meu pequeno coração é um suvenir qualquer em que se compra em uma dessas lojinhas de aeroporto, no início é só animação, mas depois com tempo se torna apenas mais um objeto para juntar poeira e rolar pelo chão. Eu ainda lembro da tua voz, o jeito que falava com graciosidade e tua maneira de me roubar um beijo bem devagarzinho. Os nossos encontros na cafetaria entre muffins e risadas tolas, entreolhávamo-nos e desatávamos em gracejos tolos que só se encontram nos livros. Tínhamos saído de algum daqueles filmes clichês românticos que toda vez me fazia inundar a casa com tímidas lágrimas. Nesse trem de embalos amorosos resolvi transparecer todo meu amor em linhas encantadas, fiz-me poeta por você, nessas trágicas prosas pus minha integridade e meus valores explicitamente. Desde comecei não consegui mais parar de jeito nenhum, uma força vital corria pelos meus dedos forçando-me a gotejar um pouco de afeto nas minhas palavras. De todas, nenhuma lhe entreguei por timidez, mas você foi embora pelo meu orgulho, mas ainda te guardo em todas as gavetas, em todos os azulejos, em toda a casa e no meu coração. - Amor—em—versos and Cupi-d

Perco-me na imensidão destes olhos castanhos, que mesmo estando distantes me mantem presa como refém. Sou refém do teu sentir, minha pele não se acostumaria mais com outro toque que não fosse o teu, um calor que não queima apenas aquece um hálito que perfuma não cheira um pecado que teimo em cometer. Meio homem, meio menino, com tantos erros e poucas qualidades, das quais admiro e enlouqueço, das noites que perco o sono de tantas decepções e das outras que perco o sono por sentir o amor, você é o erro que teimo em cometer. O vicio que não gosto de admitir ter, a insônia que tira meus sonhos na madrugada que vaga solitária, assim como a saudade de nosso antigamente que existe agora apenas na mente, que façamos então do futuro algo melhor que o presente. Sigo te amando mesmo não devendo amar, ou mesmo devendo amor a mim mesma, mesmo sua mortal imperfeição sendo sempre destaque no seu balsamo, sigo a te amar. Mesmo que as palavras tenham se tornado um clichê de drama mexicano, sigo as recitar estes versos intermináveis de mim que hoje sou moça colombina frágil como boneca de porcelana, essa que um dia te escreveu várias cartas com tom de mel romancista que de tão doce se encheu de abelhas. Cartas que hoje se concretizam em textos de infinitos significados se lido por outrem, mais que se lidos por você um dia serviriam de rio de lagrimas, talvez naqueles que te odeio você entenderia o valor que às vezes não da, e nos de amor infinito sorriria por entender que o amor que vive aqui dentro de mim é imortal. Essa casinha de sape que fiz para ser tua moradia em forma de coração, de canção, de rima, de sina. Que seu corpo seja trilho para meu trem passar e que teu amor seja inspiração para meus sonetos e cantigas, que nossa bagunça seja tema de um desses livros de alto ajuda, porque para nos entender, apenas sendo-nos, para nos amar, apenas sendo-nos.

- Andressa (petalas-de-outrora)

Moça de poucos sorrisos e um olhar profundo que de tanta imensidão se afagou e veio a ser pequeno mais com um brilho que apenas poucos vêm a perceber. Moça de cabelos encaracolados com tom amadeirado com perfume de orvalho, se é que entendes o sentido, era como folha que vaga pelas manhas gélidas da relva do campo, e assim como a grama verde era o tom da cor de teus olhos, um verde musgo que cintilava misturado com o azul do céu ao contempla-lo. Os dentes eram desiguais e a pele não era leve como o cetim dos vestidos de sua preferencia, mais de alguma forma ela tinha sua beleza. Ela era como a flor solitária no campo, como a arvore com folhas viris no serrado, era como a beleza única de um natural, como o próprio reflexo no manto da nascente virgem do riacho. Seus sentimentos poderiam ser comparados ao dedilhar leve nas teclas de um piano velho abandonado no canto da sala, que de tão leves expulsavam de dentro de si notas suaves e frágeis, ela era de uma fragilidade comparada a da bailarina de cristal na estante, não digamos ela e sim o teu sentir, mais podemos dizer ela sim já que a mesma era coberta de centenas de toques romancistas. Suas decepções eram comparadas aos filmes mexicanos e toda sua dramaturgia, assim como sua força era comparada a de um mármore gélido na mesa da copa, ela era um pouco de cada móvel de sua casa, a casa interior, repleta de janelas e portas com interrogações, indagações, duvidas de uma juventude que desabrochou e esta prestes a morrer. Que a moça saiba então guardar as pétalas velhas assim como guardou o bem querer para passar a querê-lo, o tal denominado arlequim, que compadece sobre o seio de tua morada que jaz chamastes de coração. Que o pó da flor seja feito de lembranças e não um martírio no futuro presente, que ela saiba se amar um dia e que saiba se fazer poema, prosa, texto sem fim, que ela seja mais linhas expressas e menos pontos finais e recomeços árduos. 

- Andressa (petalas-de-outrora)

O tempo passou e eu nunca pensei que ao olhar para o porta retrato onde impresso esta a fotografia de nossa turma de amigos fosse formar este nó em minha garganta e um acumulo de lágrimas querendo sair. É hoje somos apenas fragmentos soltos, cada um com sua vida lutando por seus sonhos, nos perdemos naquele ano onde estávamos presos em um abraço conjunto e em juras de amizade eterna, o eterno se perdeu. E logo eu que nunca acreditei nessas coisas de amizade arrematadora estava certa, e posso dizer que infelizmente estava certa, porque vocês fazem muita falta aqui. Vejo-me nas tarde sentada na poltrona de minha casa me recordando das brincadeiras de verdade e consequência e no tombo que vocês sempre levavam dela quando assistíamos aos filmes de terror, quer dizer, vocês assistiam, eu preferia ficar estourando as pipocas para a futura guerra de comida. Vejo-me sorrindo sozinha quando me recorda de como éramos meio depravados, mais não de atos e sim de palavras, nossas bobeiras sempre nos completavam, sem falar nas musicas e danças retardadas e na bagunça que fazias na sala de aula, até hoje não sei como saímos da escola. Um dia eu aprendo a me aturar como vocês me aturaram e a me cuidar como você me cuidaram, e eu devo sim agradecer por cada conselho e afago. As manhas eram pequenas para nós e nossas aventuras no parque, naqueles dias que estávamos cansados da estupides de nossos professores e preferíamos viver perigosamente dentre as arvores de lá, sim era meio sinistro. Sinto falta de abraçar vocês, de me ser com vocês, e lamento por o tempo não poder voltar. Sinto falta de ser nossa “família”, sermos “macacos”, “depravados”, sermos nós, e eu devo agradecer a Deus por ter colocado vocês em meu caminho um dia e pedir a ele que abençoe vocês todos os dias, eu sinto tanta falta. Nunca pensamos que a vida de adulto seria tão complicada assim, tão cruel que veio a nos afastar, mais eu sei que enquanto existir as lembranças vocês estarão vivos aqui, em meu pensar e nas minhas saudades, até o dia em que possamos nos reencontrar ou não, apenas saibam que vocês foram os melhores amigos que pude ter amigos sim se Deus quiser. 

- Andressa (petalas-de-outrora)

Um envelope lacrado destinado a mim, um papel amarelado com um aroma que me transmitia alergia, dizia por remetente apenas assinado como outrora, e eu pensando bem que nome estranho para uma pessoa até então desconhecida para mim. Ao abri-lo existiam mais algumas folhas velhas dentro dele e pude me espantar ao perceber que a escrita era subjetiva a mim, com palavras estranhas de difícil entendimento, mais pela tragédia impressa nelas e a letra meio torta pude bem identificar eu lírico como sendo eu. Eram cantigas de um amor que há poucos dias aqui em meio presente veio a se dissipar pelos cantos de mim, tentei por fazer assim para que de alguma forma a dor não se concentrasse apenas no coração, com medo que ele não suportasse e explodisse. Então me assustei, eu então seria alguém do passado e tive alguma amnesia ou doença de idade regenerativa ou eu era alguma espécie futura de irmandade igual meio que alienada… Antes que eu venha a entrar em loucura melhor continuar a ler. Nos parágrafos curtos estava a nossa historia estranha de amor, se é que podemos chamar esse sentir de um tão clichê amor, mais estava tudo ali. Até mesmo aquela noite em que enquanto caminhávamos fomos surpreendidos com uma chuva forte e corríamos feito dois loucos pela avenida vazia perto de minha casa, assim como todas as chuvas que já fomos banhados na vida. Enfim, não preciso exemplificar em meus pensamentos os detalhes existentes neste papel, pareço meio masoquista agindo assim, mais devo ressaltar este verso que diz: “Pelo deslumbre brilhar de um único sol eles foram batizados, e na flecha de um raio solar seus lábios se encontraram, e fitava-se ali o destino perdido”… Destino perdido, realmente tudo se perdeu, talvez tenha sido nas noites em que você me esquecia, ou então nos meus devaneios de uma estaca cravada em meu peito, apenas sei que se perdeu, perdemo-nos. Pude então entender depois de passar as paginas de um soneto imenso que o remetente enfim era a vida, me dando um banho de água gelada para que eu pudesse acordar e ver que em meio a todos os defeitos seus que martelam em minha mente existe cravado na minha pele seus vestígios e isso nem o tempo ira mudar. Fez-me enxergar que se eu não quiser futuramente receber mais um envelope amarelado com um texto em forma de tapa na cara eu tenho que lutar no hoje, e persistir no que acredito ser certo agora, porque oque é meu ninguém pode tirar nem mesmo o meu orgulho e teimosia bestas de uma moça que não sabe sapatilhar nem amar. Espere-me então na sua avenida, estou chegando pra te salvar, pra nos salvar, para que as cantigas sobre esse romance sejam menos dramáticas da próxima vez, que não exista a próxima vez.

- Andressa (petalas-de-outrora)

E chega um ponto da sua vida que você tem que entender que amar não basta e que amor não vem a ser tudo e que sim ele acaba. Ele acaba quando não sabemos cuidar, ele acaba no esquecimento de doses em um bar, ele acaba nas lágrimas de uma madruga perdida por desconfiança, ele acaba aos poucos, no dia a dia, na rotina, ele acaba. Chega um ponto da vida que temos que ser maduros suficientes para entender que amor não é aquilo que idealizamos em nossa juventude, amor não é tão belo quanto parece ser, amor pode ser mais doloroso do que o ódio, na verdade o amor é uma mistura de sentimentos bons e ruins e às vezes o lado ruim pesa, pesa tanto que a balança quebra e é ai que o amor acaba. Não digo que o sentimento venha a acabar, mais sim a essência que seriam os beijos apaixonados e profundos, o abraço que acalma e protege, as noites deitados sobre o plano observando o céu estrelado e prometendo um futuro eterno, até as promessas fazem parte dessa essência, aonde os românticos juram um amor para sempre que não existe, que pode acabar na mesa do café da manhã, na tarde de estresse após o trabalho, numa noite de devaneios e adultério. Na verdade esse sentimento puro não foi feito para nós seres humanos tão pecadores e errados, porque amor depende não apenas de um e sim de dois e nem sempre ambos são capazes de cuidar dessa flor rara que brota no coração dos felizes e infelizes. Somos frágeis e reféns deste sentimento que por vezes faz acumular feridas e guardar gritos de desespero, pedidos de socorro, tudo porque passamos a esquecer um tanto de nós e a lembrar um muito da outra pessoa, isso é amar demais, em excesso tudo que é demasiado fere, agride, pena que fui saber tão tarde, mais a vida é assim ela nós oferece espinhos para que transformemos em jardim de lírios, os espinhos ferem e as cicatrizes ficam mais no futuro teremos em troco o perfume e a maravilha das cores, repletos de pétalas soltas em uma vida que será melhor, momentos que serão melhores, basta sabermos nos dar com as decepções do caminho, com nossos próprios erros e com a falta de amor.

- Andressa (petalas-de-outrora)

Você me pede para ficar não exatamente por amor, mais talvez por uma força maior que me queira quando o resto do mundo não se lembrar de você. Talvez você encha os olhos de lágrimas não por me amar, mais sim por saber que talvez quando eu virar a esquina possa sim encontrar alguém melhor que você, pois sei que lá no fundo você não gosta de ser substituído. Você quer meus beijos e meu calor não por me amar, mais sim por saber que não sou como as outras garotas que se sujam com qualquer um, você sempre soube que era sua, apenas sua e de mais ninguém. Pois se fosse amor você abriria mão de tudo e todos, não um dia depois, horas depois ou anos depois, abriria mão no instante que me visse partindo, mais meu sábio pai sempre teve razão, por todas as vezes que disse que ia e voltei você está seguro demais e pensa que desta vez será como as outras mais eu te digo, acabou. Posso me remexer pelo resto da vida em minha cama e me enforcar com meus lençóis, pode conhecer todos os tipos de homens e querer apenas você, posso chegar aos meus cinquenta anos e perceber que era você mais não voltarei atrás, não apenas por mim mais por você também. Você deve crescer, sim, pensa que não é um moleque e sim já um homem mais está enganado e no fundo você sabe disso e pior é que ao olhar em teus olhos vejo um desconhecido que de certa forma ainda amo, que sentirei falta, que morrerei aos poucos vendo escrever em seu livro sem que eu seja mais protagonista. Quero ser forte agora para não me abalar com os pequenos detalhes, como o telefone tocando e sendo você, como uma mensagem que chegara, como qualquer gesto que você pense ser de amor, porque sei que terei de ser mais forte em detalhes maiores como vendo você com outra, beijar outra, se embriagar, ir para bares, casas noturnas e casas da vida, e no fundo espero que você não faça nada disso mais não posso deixar de cogitar essa hipótese. Sim, você me puxou em meio à chuva, me aproximou de teu rosto e me pediu para tentarmos, para não desistir e disse que me amava, e quando te pedi para abrir mão de uma das coisas que mais nos afeta você me falou que abriria, mais disse naquele tom, que sempre você fala e promete, aquele tom de mentira. Sabe de alguma forma eu ainda te quero aqui, mais eu cansei, cansei de palavras e poucas ações, cansei de ausência, cansei de sua maneira de ser, você age como seus amigos babacas de vinte anos que acham que são donos do mundo, você não era assim, sinto em dizer isso mais eu preferiria você no começo, quando era cafajeste do que agora um simples idiota juvenil.

- Andressa (petalas-de-outrora)

Quem é feio rebloga.

princesa-de-narnia:

 

olhem os notes

Posted 11 March 2012, 2 months ago | 5,913,016 notes | reblog this post
(originally thanhv / via suicide-gir1)

r0ckeira:

Sabe qual é o meu problema? É não conseguir me desapegar do passado. Eu tento com todas as minhas forças seguir em frente, sem me lembrar de pessoas do passado, sem me lembrar  de lugares, de momentos, de sentimentos que ficaram para atrás, mas isso não é tão fácil quanto eu pensava. Afinal eu nunca pensei que teria um passado tão triste e bom ao mesmo tempo. Bom enquanto ele durou, e triste porque ele permaneceu em mim em uma hora errada. Confesso que às vezes eu me torturo com isso, confesso que escuto musicas que me jogam lá pro fundo do poço, onde encontro apenas lembranças do tempo em que eu era feliz, é onde encontro também fotos do passado, e fico lá olhando cada uma, e o pior de tudo é que cada uma delas me trás uma dor no peito, me trás uma lembrança ruim, e isso me deixa sem chão, sem forças pra continuar a seguir em frente, isso me deixa com uma confusão enorme no meu coração e em meus pensamentos. E quando eu começo a relembrar do passado, quando começo a ver aquelas fotos, sem que eu perceba já começa escorrer automaticamente as lágrimas dos meus olhos, e como eu já não tenho forças para controlá-las, eu as deixo cair, eu as deixo me fazer ficar pior (…)Isso é estupidamente errado, eu sei. Mas o que fazer quando você não consegue mais se desapegar ao teu passado que insiste em se prender a dentro de ti nos momentos que você menos quer lembrar-se dele? O que fazer quando se está cansado de segurar toda essa angustia dentro de si? O que se fazer quando não consegue mais segurar nem as próprias lágrimas? Pois é isso que está acontecendo comigo, eu me perco em tantas lembranças e então eu não consigo mais controlar minhas emoções, pois elas estão mais fortes do que eu já. Eu sinceramente não sei mesmo o que fazer, só sei que enquanto o passado estiver presente em minha mente, não haverá dias bons para mim, não haverá sorrisos no meu futuro, não haverá felicidade e muito menos amor. Pois tudo isso se perdeu no meu passado, junto com tantas pessoas que hoje não estão aqui comigo, junto com momentos bons, junto comtudo que era os motivos que eu encontrava pra viver. Eu já pensei em deletar as fotos do meu computador, eu já pensei em deletar aquelas musicas que me deixam pra baixo e que me trazem lembranças do passado, mas de certa forma eu sei que me arrependeria. Por mais que fotos e musicas me façam relembrar o passado, elas também não deixam eu me esquecer de tudo que me fez feliz de verdade, de todos que um dia soube me fazer sorrir verdadeiramente. De certa forma, o passado sempre vai fazer parte da minha vida e não vai ser eu deletando isso de minha visão que vai adiantar algo, pois tudo isso não está gravado em apenas fotos e musicas, e sim dentro de mim, dentro do meu coração. (r0ckeira

Posted 11 March 2012, 2 months ago | 448 notes | reblog this post
(originally r0ckeira / via r0ckeira)
Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.
agarota-sentimental.tumblr.com
D E S C R I P T I O N

"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!"

- Tati Bernardi
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